14-04-2007
Meu nome!
Eu já não preciso mais dele
Auxiliou o fato de não mais ouvi-lo
Ou pronunciá-lo.
Hoje percebo quantas de suas letras me tornei.
E quanto espaço ainda há entre elas para ser preenchido.
É preciso uma ponte!
Entre uma letra e outra
Para que eu possa naturalmente vagar
Sem mais forçar-me a procurar.
Achar as vogais e concentrar a força na sílaba tônica.
Assim, escrevê-lo-ei fácil como minha assinatura.
* * *
Como um joguete do destino
Jamais entenderei como me ama dessa maneira
Nessa intensidade
Como pode me amar assim?
Eu, que tão confuso não sei como corresponder-te apropriadamente.
Eu posso compreender o amor de pai.
E posso descobrir todos os mistérios do Universo.
Mas tendo a natureza me feito homem
Jamais compreenderei o amor de mãe.
* * *
Às vezes eu não existo. De fato!
Minhas roupas não me pertencem
Tenho medo que me abandonem
Especialmente as calças cuja personalidade eu encorajo autonomia,
Deixando-as sujas
Talvez um dia ela vá embora
Mas continuará existindo
Minha vontade é uma lembrança.
* * *
Quem é meu melhor amigo mesmo? Uma letra: M.
Uma é dissílaba, a outra, trissílaba.
* * *
Interceder mulheres!
Onde está meu medo?
Aquele que eu abracei tantas noites...
Terá encontrado sua real dimensão quando dei-me conta de salvar a mim mesmo ou fui esquecido por um medo maior ainda?
* * *
Falta-me agressividade para escrever as vogais
Do meu próprio nome
Preciso de uma briga
Ser, é mais difícil do que pressupor do alto da minha representação.
* * *
É isso o que é?! Parem o carrocel!!
* * *
Já ruminei minha desesperança!
* * *
Uma vida é muito para não experimentar todas as coisas.
* * *
Sou Verlaine tentando me tornar Rimbaud. Haja-me mediocridade!
* * *
A além que se vê o tempo todo em segunda e se não vê algo agradável interpreta outra cena na mesma velocidade e mudança de direção do Azulzinho que rege o trânsito.
* * *
Não se trata de poesia. A poesia é o espelho. Trata-se de enxergar melhor e compartilhar essa visão com desinteresse, por mais dura que possa ser aos outros. E não ter medo! Pois se ver apropriadamente e conseguir ser, não poderão me machucar.
* * *
17-04-2007
Todo dia sirvo no buffê a minha dose de sofrimento. E quando não consigo esperar pela janta, eu o almoço.
* * *
(Fulano) era um homem gentil, atencioso e refém do próprio corpo. Seria uma grande surpresa se um dia conseguisse ultrapassar a superfície desse lago escuro.
* * *
Crise total, espaço-temporal, especista, motivacional, sexual. Olhar para tudo e procurar o que é real, ao animal, eis meu caminho na tentativa desesperada de não destruir minhas personificações.
* * *
Estou inventando tudo...?
* * *
Sentir-se completamente à vontade é não estar à vontade.
* * *
Caminhando pra qualquer lugar
Eu mesmo!
Esticando e encurtando os passos
Desvio das formigas.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário