domingo, 13 de janeiro de 2008

Generalize

Eu sou o homem-cápsula
Nasci dentro de um papel laminado
Sujeito, sou comprimido
Não há alguém no planeta que não me tenha no bolso
Curo histerias, alivio desconfortos
Ninguém me chama de massagista
Sou feiticeiro
Minhas mãos não tocam a pessoa
É tudo mágica, sumo, sou absorvido
Como um amor de verdade, torno a sensação plena
Como poderia isso propor algo resumido?
Habito todas as casas
Custo caro e exijo tempo
Não há quem diga ‘não’
E com o perdão da lorota à toa
Encontrais qualquer coisa em ti aí dentro
Menos o que há em mim, adquirido
Que da tua doença engana e persevera
Como a cura, que sente morte, destoa
Até ficar tudo esclarecido.
Acompanho água. Vinho, também serve.

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