Deitado sobre uma cama crisálida
Só uma coisa me apraz
Sobre o corpo sem emoção que jaz
Apenas o calor lastimo
Não produzir uma refrescância que para sempre me deixe
Uma concha na qual sob forma desfilo e completo
A esperança
Como um verso sucinto você aparece
Trazendo roupas penduradas no cinturão
Eu não sei o seu nome em latim
Perdoe-me a falta de educação
Isso não é o adeus da minha delicadeza
Por favor, fique
Botânica eu aprendi com uma professora muda
Cuidado pouco me falta
Tenho medo da minha própria madeira
Por isso permaneço paralisado
Que é a falta de consciência que nos observa?
Você não precisa se preocupar comigo
Ainda estou observando seus braços arranhados
E fazendo a volta ao teu redor
Estudo manchas de outra natureza por teu ombro de salgueiro
Você sua sem ter visto uma serra que te corte
Ah, mas é tão boa essa época do ano!
Sem disputa de altura, pé vizinho
O tamanho pouco importa contanto que façamos sombra um no outro
Você não precisa se preocupar comigo
Eu me importo contigo
É bom se enfeitar quando chega a época de Natal
Vejo cobrir teu próprio corpo de lâmpadas
Todo caule dedicado para que brilhe mais do que todas da floresta
É bom, é bonito!
Por isso peço desculpas mais uma vez
Não é usual enfeitar-se assim na páscoa
Mas é que é a minha sexta feira santa, entende?
Você não sabe do que eu estou falando...
E como poderia? Não importa...
Me faça sombra por metade do dia que eu te farei na outra metade
À noite, quando dormem os que pensam que madeira não tem vida
Saiamos de mãos dadas, lindo salgueiro
Quiçá encontramos um fogo de chão por aí
E isso nos dê uma boa idéia.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
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