Um cachorro no meio da cozinha da minha avó
Mãe da minha mãe, sempre amou animais
Em volta da mesa, ao lado do fogão a lenha
Acontece a troca de informações
É onde fica o senado reunido deliberando
Eu tenho outras preocupações
Tem um animal ao meu lado
Olho para o chão e o vejo
Seu relógio biológico inverteu-se e corre agora
Rápido, rápido, rápido demais!
Rápido demais!
Só eu vejo, o que fazer?
Se não pensar em nada esse animal vai virar areia ou sumir
E não demorará nem dez segundos.
Não, pequeno animal, vou reafirmar teu nascimento!
Ok, ao lado do fogão da minha avó, o banco que ela senta
Ao lado, a pia. A pia, água!
Recipiente!
Despejo água sobre o bicho e parece funcionar bem pouco
Sua transformação volta ao normal um pouco mas não se mantém
Deixo a torneira aberta! Preciso ser rápido!
Encho três copos d’água o mais rápido que posso
Despejo nas costas que não são mais de grãos de areia
Mas de uma pelagem preta com branco macia e bonita
Vejo a transformação, eis sua forma final
Interrompo um pouco minhas ações, sua idade mantém-se
Não precisa mais de água
Ela parece com o mais próximo que eu já tive de um cachorro.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
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