sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Com acne nos braços, pêlos no corpo
Eu sento sobre uma coisa que não sei o que é
Algo fino estendido sobre nossa jangada
Não me deixa viajar ao oriente facilmente
Como alguém que mergulha ao fundo da piscina
E não pode irromper para ficar em pé do outro lado.

Encontro ecos inanimados vindo de uma caixa
Com algo fino tocando a parede
Tal como fios de cabelo saindo da sua cabeça.

Ao abandono de nossos walkie-talkies
Corpo e caixa. Vamos, apenas vento frio e quente
Nadando maravilhosamente, apresentamos nosso furacão
Sempre se dança e para sempre.
Entretanto, há quem consiga morrer um tempo
E que agüenta chegar na copa que ninguém atende
Para ver o pigmento - cuja cor a ausência do sol não desbota -
dançar.
Com pés de plástico envoltos na pele surrupiada de alguma imagem com nome
Eu resolvi ficar na moradia para ver o vento dançar na frente da folha

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