terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Há tempos o casamento era algo considerado absolutamente anti-social. A petulância de um ser querer outro somente para si. Há tempos nas festividades gregas e hoje, nas tribos da África, é meio de disputa entre tribos de territórios diferentes fazer uma celebração que acabe com todos os recursos de tribo anfitriã. Afim de afirmar a sua grandeza diante da outra, a tribo visitante quando se torna anfitriã em outro momento, tem o compromisso de fazer pelo menos uma celebração tão grande quanto a que recebeu ou maior ainda. A ostentação como disputa desenfreada. Ou quando um líder de tribo desejava desafiar o líder de outra, para isso, tinha que matar uma quantidade de seus escravos. Ao outro líder, restava matar um número ainda maior dos seus. tribos que usam máscaras, feiticeiros que usam colares, eleitores que usam bótons, magistrados que usam perucas. O policial armado de roupa verde-azeitona andando no meio das savanas com sua arma, é o caçador. O macaco pendurado nas árvores fazendo palhaçadas, rouba o boné de quem passa sob seu galho. O traje solicitado a festa que você quer comparecer, particular a um dia do ano. Promessa, reza, ritual, poção. Caridade, oferenda, pessoa, deus. Vôo rasante, habilidades de caça, canto. Poesia, música, discurso. tênis, sapato, pé descalço. Asfalto, grama, terra. Ouro, cipó, jóia, madeira. Chapéu, cocar, bússola, cruzeiro do sul. Carro, navio, passeio, destino. Lugar, lugar, lugar. Não há tempo. Não há qualquer. Eu celebro o 25 de dezembro de longe. Não há Natal para mim. Os pagãos celebravam o Sol! Alguém poderia dizer como quem sabe o amanhã que não mais celebram?
Ah, mas não é quando, é onde! Faço festividade estrangeira no espaço que vivo pra fazer desse pedaço de terra um pouco mais de espaço do que tempo. Não há fim! Nem fim!

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