quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Passeio nos arredores da cidade

Nossa, eu estou doente de cansado. Duvido de convalescer. Sufocado, tenho mais dúvidas do que a minha loucura pode confundir. E só fica mais e mais complicado. A esperança e a fé de conhecer uma unidade por ela mesma morre na confusão que leva a suspeita de termos deixado de conhecer a única metade que nos era familiar. Eles se entendem e ao mesmo tempo eles estão tão loucos quanto nós. Como podemos saber no momento? Ou melhor, como podemos viver assim? Nesse império romano de imponentes colunas, qualquer loucura menor que a invisível é vista como um vírus mortal. Não se consegue ver outra coisa na irracionalidade perceptível senão um caminho que nos leve até a morte. A racionalidade, de um dos meios de ação do homem, pela necessidade da dinâmica, veio a tornar-se o único meio. Este mesmo meio que é nada mais que um consenso comum de pensar dentro de um nível figurado de loucura. E se por um lado do vidro podemos confirmar isso, pelo outro só podemos saber que é esta consciência que agora visível nos é, que deve ser usada afim de entendermos o ato de estar. Um meio de estar na vontade infinita é o método e o dobrar de joelhos do corpo é o resultado. Agora que saístes em parte, consegue pôr teu corpo em pé? Ah, lhe é difícil. Enquanto o espírito sabe que nada tem a temer, excluir o medo da carne de passar pelo triturador lhe é impossível e, assim, arrastado por ela, ele volta sempre, sem poder dizer não. Se ela – a carne – impede que a chama do espírito se apague enquanto dorme, quando ele acorda e está no auge do seu dia, é ela quem lhe define a limitação de queimar o corpo inteiro. Dois limites extremos atribuídos àquilo que a minha vontade supera o instrumento que decompor-se-ia no primeiro caso ou daria origem a água suficiente para limpar o chão do lugar onde vivo por umas 5 vezes. É até a morte sempre negada a possibilidade de me apagar e a limitação imposta de meu corpo ao manusear. Ainda há a uma coisa chamada origem pra superar. Isso faz a vida ter graça. Por isso, na verdade, me sinto tão bem quanto me é alcançável e pouco menos do que o corpo me permite.

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