sexta-feira, 29 de junho de 2007

Puta que pariu 28

Anões são admiráveis usando chupetas,
Não fosse pelo seu mal humor da maturidade
Poderíamos adotá-los como bebês
E encarregá-los de fazer a lista de compras da casa

Nunca entendi o balanço de seu caminhar
Não combina com a expressão séria ou serena
Acompanhei um num dia desses
E por um momento, quase lhe ofereci a mão para atravessar a rua

Por sorte não fiz, o teria ofendido,
Anões são modernos,
Tecnologia oriental
Esse Deus de lá é de longe melhor que o nosso

Jamais entendi a altura do nível dos meus olhos
Daqui de cima o chão parece tão indesejável
Sem falar no modo de andar sem graça
Que a fase adulta nos faz considerar adquirir

Eu marcho, mas como o que sei que sou, não me rendo
Acostumei a sentar no chão onde a canela só atrapalha
Precisaria de uma serra
Ou de uma poção que me faça sentir menor para alegre

Uns conseguem se ver além e maiores que seu corpo
Outros menores e com um olhar tão microscópico
Que os fazem se preocupar em desviar das formigas na calçada
Pisando desequilibrados como quem joga sapata e teme queimar

Não atirarei pedra alguma
Prefiro esperar alguém me dar a mão para atravessar a rua
A ser desfavorecido no jogo pelo cumprimento das minhas pernas

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