Sou torto, vejo de lado
Sou visto assim também
Mas quem não pensa que me vê em pé?
Escrevo como um astronauta mijando numa mangueira
Confortável? Plenamente. Pior seria ficar à distância do papel
Não teria memória, tampouco poderia desabafar
Não fosse eu macaco que aprendeu a falar
Mas há sim um motivo
Há uma razão para esse chipanzé que vos escreve
chamar-te até a árvore para que veja esculpido no inverno
a grosseira imagem que não foi coberta pela neve
Úteis são supositórios, eu vos digo
Mas se nesses versos ter algo que lhe toque
Não me vestirá num fraque, mas me chamará de amigo
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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