Sendo a liberdade um livro!
Alguém duvida?
Eis a liberdade! Um livro!
Eis o livro! Tua vida sem ti!
Tua vida sem ti: o que teus sentidos lêem,
impondo distância, buscando como meio até
então impossível de alcançar de não interferência.
O mais difícil é a não interferência.
Como ler, não conseguir mais palpar
até tornar-se impossível ver ou sentir.
Não sentir mais é a liberdade. Dói!!!
Quando não sentimos o mundo,
o mundo nos sente. E sente muito mais.
Ler é viver. Terminar o livro é chegar ao
insuportável.
Aquilo do livro estar em nossas mãos,
mas não haver história, depois de chegar ao final.
Aquela que a história estava na nossa mente a
pouco e não nos lembramos onde ela foi parar
de um segundo para o estar.
Fazer parte do livro!! Fazer parte do livro!!!
Não me separo! Não me separo!! Não!! Ato-me ao poste!
Não é de um livro que estou falando.
Você sabe bem. Ou não sabe, simplesmente.
Quando o leitor chega ao final do livro, seu maior
trauma é não conseguir voltar a ser parte dele.
Quem se escondeu das feras da noite, sabe.
Livro! Eu livro! Eu, livro!!
O jogo está jogado. O desafio agora é voltar ao jogo
depois do seu fim e não se matar enquanto ainda se
sente dificuldade de inserção.
Não há nada lá, senão uma exposição.
O lugar é uma galeria.
E essa galeria tem todos endereços.
O pintor produz, mas os quadros que estão em desespero.
A verdade. A verdade! Sobreviver a isto e fazer o que, pouco importa,
se seu objetivo é apenas não morrer.
Viver implica em esquecer o fim do livro.
Não propriamente apagar, mas desviar-se
dele, recheando-o de curvas dramáticas.
Empurrar a pedra. Empurrar a pedra.
De um lado para o outro.
Do outro para o um.
E não importar-se mais
em ser um dos personagens da história.
Ou ser todos eles. Sofre!
Na entrada do baile, tem fantasias.
E todas estão disponíveis para alugar,
mas o responsável por elas, não aceita
objeto de troca – o que não é de todo mal pois sempre
estarão à mão as de Cinderela e Patinho Feio.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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