Na rua da tinturaria escondem segredos,
Pinturas que embelezam e disfarçam nosso medo,
Eu caminho pelo quadro negro,
vendo o ar, eu compro a forma e a cor de um novo invento, não é o que parece, veja o relevo: somos vistos pela obra em apenas uma dimensão.
Na verdade, o terreno não é meu,
os pés de barro, então, de quem serão? É do homem sendo expulso... da própria cabeça.
Sua mão está cerrada mas é toda indefesa - não habita nove décimos da sua carne e esquece de respirar se lhe falta memória.
Ó ar, espaço de pintar e borrar, construa! Tintura que não tem um mercado, pode dar-me um pedaço?
“-Comida, afeto, ódio ou papo furado?”
Pergunte ao pincel onde está a aquarela. Ainda falta o infinito e minha vida dura como bolhas de sabão – posso ver minha amiga, agora, nos milênios de um aceno.
Ver os animais no pátio, roendo as próprias gengivas, a observar.
Que quadro é esse? Contexto!!
Deve haver alguma extensão ao meu lado – recomendo ao paisagista.
Na galeria está exposto um quadro de um homem diante de um quadro, mas fecharam as visitações quando fez-se verão.
Eis o mundo? Eis o lugar?
Onde é quando não há? Soube. Sei.
Vejo pelos olhos do infinito.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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