sábado, 18 de dezembro de 2010

Pouco de otimismo para variar

Vida é um acúmulo inescrupuloso de insatisfação
Quisera morder a mão dos pais
E dar uma chinelada nas vozes consoladoras
O pescoço é o ouvido do coração
Depósito de mendicância, ó minhas coleções
Quem sente teu cheiro, diz que tens valor
Encanta minha noite com o sereno a me cobrir as narinas
Sou ator, não joalheiro
Por isso, depois da apresentação
o que vale é um sono sem sonhos
Não um dia de consertos
Ó relógios, ó clientes, que sono profundo não é mais bem-vindo?

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