Se você está cansado e bebe para não fazer o almoço
E quando acordou sentiu um frio vindo pela porta
Após não encontrar os chinelos
Sempre há um bichano deitado sobre a sua jaqueta
Quando de ressaca você sem olhar o relógio
Levanta no frio doido para ir ao banheiro
Você levanta a tampa do vaso e nem urinou
Mas o mal cheiro já chegou ao seu nariz
E dá a descarga e esse é o seu último compromisso
Bem, agora você tem uma caverna
Insuficientemente suja para limpar
E você não quer sair para nadar pois o rio está imundo
Nem deseja que alguém o visite
E por isso você nunca dá o seu endereço
Por essa situação você sempre esperou
E agora então você pode celebrar
Sem os mosquitos que você nunca vê
Ouça, aqui há um telefone e ele tem um número
Mas ele só serve para ligar
Pois mesmo nunca tendo para onde ir
Eu sempre digo que nunca estou em casa
Não querendo parecer hostil
E sem fazer muito esforço para evitar
Isso não lhe é estranhamente familiar
Seu filho de ninguém?
Ah, mas eles são mesmo uns queridos
E eu sei que você nunca faria nada para magoá-los
Enquanto você tem a si mesma para fazer isso
E eles planejam a aposentadoria em algum lugar exótico
Ansiosos pelo dia que você vai embora
Quando até o momento sempre lhe deram tão pouco
E você não consegue encontrar os próprios joelhos
Nem enxerga muito bem
No dia que você acha que finalmente irão lhe compensar
E eles não são ricos o suficiente para alugar uma suíte
Numa cabana de madeira no interior
Enquanto carregam uma trouxa num pedaço de pau
Tendo que entender que estão vivendo ou morrendo
Quando você continua insatisfeito com o que lhe foi dado
E o exército da salvação não precisa de ninguém
Para libertar nenhum território, nem alimentar nenhum faminto
Pois, então, erradicamos a fome do mundo
Ao mesmo tempo em que você continua sentado na mesa
Ou até mesmo se levanta diante da espera
Mas todos perambulam em volta de uma mesma churrasqueira
Enquanto você se esforça por parecer animado
Pois este é o seu programa favorito
E você não o assistiu nenhuma vez...nessa semana
E não importa a cultura, tampouco as pessoas
Ou o fato delas terem passado a vida distante de algo
Quando tudo isso não diz respeito a um lugar
Que você pensa que não deveria ter ido
E você se arrepende e bebe tanto quando pode
Se você ainda pode sair de lá dirigindo
Errando as marchas do carro ou da motocicleta
Até encontrar alguma casa com a luz vermelha na frente
Onde tocam uma música que lembra de Goiânia
Ou de algum lugar que você nunca foi
E então você se sente em casa
Pois os cinzeiros estão cheios dos cigarros
Que você um dia deixou de fumar
Mas nem todos tentam parecer agradáveis
Quando o negócio retorna como a prova de sinceridade
Que você terá durante todo um mês
Pelo que pagar e você pode se deixar enganar
Se não quiser rir diante de piadas
Sendo que os mesmos pareciam se divertir com as suas
E você deva retribuir com gargalhadas sempre que puder
Mesmo que você não ache nada engraçado
E o seu humor apenas seja uma forma de se lamentar
Diante de pessoas que nunca o compreenderam
E riem diante de algo que nem você faz questão de falar
Sentindo vontade de ir embora
Pois por mais estranho que pareça
Não reconhece irmão ou irmã
Tampouco se vê obrigado a reagir
Quando se sente tão miserável
E há interesse de procurar algo em algum outro lugar
Toda vez que você não encontra algo que não estava procurando.
domingo, 25 de julho de 2010
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