sábado, 17 de janeiro de 2009

De preso a diretor da prisão

Enxugo meu rosto em toalha morna
Xingo meus velhos amigos em filmes sem final
Que hora boa para sobrepor coisas sobre as do fundo do baú antes de jogá-lo da janela
Ninguém há de me condenar o ato
É sempre digna de agradecimento qualquer doação para a construção de calçadas na repartição da prefeitura.
Acho ter descoberto algo. Ah, que ruim amigo, que ruim pra você, que ruim pra toda turma, que ruim pra todo mundo. Acho todas as outras crianças idiotas. Mais ainda, tenho nojo e me engasgo com a ânsia.
Olhar para o chão sempre me remeteu a um passeio pelas montanhas quando tinha um carrinho à mão, após um empurrão.
E dos tijolos formaram-se garagens, paredes e propriedades.
Adão e Marginal não trazem mais o gado pra pastar sob argumento de não-utilização da terra. O lúdico torna perdoável qualquer falta com a gentileza e embora apenas sorria, sujando minhas mãos de barro, verdadeiramente, em nada me importa para onde será conduzida essa tropa de malandros e otários.
Ergui guarnições e enrolo no café o dia inteiro. Não há tiro de advertência pra quem ultrapassa o perímetro. Só na cabeça!

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