sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A alma e o violão

Conversando com uma evangélica há pouco tempo afirmei ser fervorosamente ateu. Diante de tal perplexidade, ela me perguntou então para onde eu haveria de ir "depois". Apontei para o chão, naturalmente, acrescentando que iria para debaixo da terra se não fosse servido de comida a outros animais. Ela se explicou, reformulando a pergunta, dizendo que o que eu me referia era ao corpo e ela estava perguntando da alma, para onde haveria ela de ir depois. Diante desse dogma me lembrei do meu primeiro violão, o qual, certa vez, segurando pelo braço, destruí ao usá-lo contra a parede como um taco de beisebol, deixando-o em pedaços, mas nunca ninguém me perguntou depois disso para onde teria ido a sua música.

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