Deitado na cama com minha boca de borracha
guardanapo na mão e sacos de papel nos pés
escrevo no guardanapo por telefone
e quando erro, apago tudo com meu lábio inferior
Houdini, o mágico, de batuta e cartola
trajado de pingüim, apresenta o espetáculo
diz “abracadabra” e a carta vira passarinho
e entra nadando
Caminho da água por entre pedras da terra morta
rio desliza pelo canto, desvia da garganta
corrente que toca a margem mas foge do meio
língua morta que recepciona o esgoto
gordura de cadáveres por um lado, coca-cola pelo outro
corpo sem pudor, mente sem moral, jeito sem frescura
pessoas não tem coragem de segurar onde a língua toca
mais corajoso que nós mesmos é pedaço de nós
e noz pra boca engolir sem o corpo tocar é noz moscada
veia e chão que voadoras não tocam.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
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