quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Açougue dos animais no cemitério. Cães levam carne embrulhada saindo do cemitério. Pessoas estranham. Uma pessoa come a carne que é humana. Um macaco a condecora diante de uma vaca. Ele sorri

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Escrever da minha loucura de domingo. Fim é na segunda depois de telefonemas. Na sacada, fumando, nada aconteceu.
2007

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Ando me sentindo mal. Emocionalmente retardado. Fora. Com dificuldades sérias de relacionar-me ou expressar-me, estando exposto, sujeito a aproximação dos outros, temendo isso, a mercê de mim mesmo. Tenho de me lembrar como é dialogar, reagir, entender, ser claro e sucinto. Confuso totalmente, tentando mudar, sem espontaneidade, agindo minimamente, como acho que deveria, sem conseguir fazer isso automaticamente. Isso me faz mal. Em relação aos outros e à mim mesmo. Além disso, não consigo pensar em nada além dessa coisa toda. Isso me desconsola em relação a tudo que vivi, aprendi e acreditei. E me dá medo, medo de descobrir que não sei de nada.
2006- Idéia- com as variações climáticas, o gelo derretendo, o nível de água subindo, ventos mudando=> dar uma explicação plausível para que a gravidade pudesse variar dos seus 9.8m/s2 aqui na terra, sem o uso de simuladores. Relacionar a viagem da árvore do parque de exposições (seus galhos pareciam algas marinhas no fundo do mar, enquanto dançava ao vento). O ar, o vento, esse céu é uma cama tal como a água e se equivale a ela. É ela, de fato. A origem é o vento pelos dois de oxigênio + 1 de hidrogênio que juntos compõem quase 70% do planeta e de nós mesmos, seres vivos. Relacionar o vento com a gravidade e depois com o sol como pai criador de tudo e como causador. Já havia acontecido essas transformações na terra. Climáticas e de gravidade. Explicar que foi isso que possibilitou ao homem, tornar-se bípede: a gravidade, do jeito que está, favorece a nós, descendentes dos macacos. Poucas espécies assim “beneficiadas” ou só o homem e o macaco mesmo.
A curva dramática da idéia: a variação da gravidade faz o homem sentir-se mais confortável, locomovendo-se arrastando-se ou (o que pensei depois que é a tendência, já que antes, teoricamente, “éramos mais pesados”) voando, com a diminuição da força da gravidade. O homem se vê exposto aos outros animais, se locomovendo como eles e tendo de sobreviver A ELES, como se se tornasse presas deles. Eles teriam que ir a algum lugar. Solucionar o problema (da gravidade) de forma artificial no mundo todo com uma invenção científica? Não! Fazer como que as comunidades em todo o mundo ou todas as pessoas descobrirem um jeito de se proteger ou de se não se expor tanto. E continuar vivendo nesse mundo alterado? Ou isso acontece quando temos condições de levar nossa “arca” para outro planeta e começar tudo de novo? Outra: se o ser humano se tornasse “pesado demais” para se locomover, ele poderia começar a se arrastar. E um cientista na TV poderia dizer que a evolução (como hoje falam dos minguinhos do pé) seria o homem perder os braços. Os ossos e o tamanho se reduziriam gradativamente com o passar dos milhares de anos e que por causa da umidade, a pele do homem sem braços que se arrasta, estaria sempre úmida, consequentemente, gelada. Nesse momento, uma mulher vendo TV se horroriza e fala indignada que não quer se transformar numa cobra. O cientista continua dizendo que por essa evolução, o pescoço desapareceria e os humanos ficariam mais estreitos e mais baixos que nem uma cobra.

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