quinta-feira, 28 de agosto de 2008

15-04-2007
A quantidade de liberdade que eu necessito é simplesmente total. Total em mim mesmo. Sem situar-me no tempo ou no espaço. Ir adiante! Amar, mas saber a hora de ir embora pois é claro que sempre haverá o que ou quem amar.
Diante de tudo, se não houver amor, eu posso ser iluminado pelo sol, acariciado pela água. Por isso me chamaram.
Na floresta, as árvores têm donos e eles – os macacos – passeiam por outras árvores de macacos amistosos. Ele reconhece a soberania deles e tem a sua soberania pressuposta – enquanto ainda não for visitado.
Nada nos pertence.
No meu prédio não deveriam haver portas, não deveriam haver regras exceto colher sua liberdade da videira da forma que lhe aprouver, sendo carinhoso e terno. Alguém assim não se importaria em receber três, quinze ou vinte, naquilo que lhe está escriturado. E tampouco se importaria se fosse por um dia ou toda a eternidade, pois se resolvesse iria até a casa dos vizinhos sem nenhuma bagagem, exceto o coração no seu peito e assim circularia, sendo vizinho de todos e de ninguém.

* * *

Está ficando difícil de ver as pessoas, mas não posso fazer nada a respeito. Não devo!
É como é!

* * *

Tô muito assustado. Eu quero ser o medico.
Com a sabedoria, aprendendo a usá-la. Minha condenação é expressar meus sentimentos. O papel tem sido minha amante e a caneta, minha pele.
Transamos ininterruptamente.

* * *

Fui até a sacada
Olhei o mundo achatado
E depois disso, a mim, em segunda pessoa.
Sentindo-se oprimido, sozinho.
Mas consegui de onde eu estava, sorrir.
Teria gostado de mim mesmo.
E pensaria que “mim” estava achando o sol muito agradável.

* * *

A distorção da visão ocasionada pelo fogo ou calor, lembrou-me de algo: ando vendo “portais”.

* * *

Tudo na minha personalidade são estreitos corredores horizontais e um grande corredor vertical que os liga e significa intensidade. Ao norte, o mal, ao sul, o bem. É estranho, não deveria ser assim, mas eu não consigo abrir as portas dos corredores horizontais distante daquele que os liga, assim acabo indo, não vou além, mas também não volto.
Porque amanhã eu tento de novo.

* * *

Preciso descobrir de algo que esse animal gosta. Psicótico! Eu!

* * *

Eu não consigo ver as pessoas. Que realidade tão insuportável é essa que eu ignoro?

* * *

Estou sendo carregado pelo mundo, na verdade.

* * *

Fudidaço!

* * *

Tenho que sair do poço, mas meu mergulho não termina. Vontade de me internar. Sinto medo e pior: penso que devo amá-lo.

* * *

15-04-2007
Loucura é poder cantar e mirar
Com a vassoura
É varrer esse chão, sem sabão
É ser um animal infeliz num chafariz
Eu só quero cantar e dançar
Essa ilusão
Eu deveria ligar para ela, falar e dizer que a amo.
Que sempre amei e não vejo o fim desse amor.
Mas no meu atual momento, ou ela não acreditaria ou ficaria preocupada comigo.
Sem desculpa, mas preciso melhorar antes de qualquer coisa. – DESCULPA SIM!

* * *

Até onde leva a negação!
Assim sou, aceitando ou invertendo tudo que aprendi.
Assim sou, procurando, procurando pelos cantos. Procurando!
Analisando minha vida e todos à minha volta como um joalheiro.
Minha vida na ponta dos meus dedos, procurando enxergar.
Tocando mais leve, mais solto. E solto.
Procurando valor. Procurando algo que me fizesse comprá-la.
Mas só pensei em colocar a mão no bolso quando vi o brilho da tua alma, meu amor infinito.
Minha moeda é o coração e eu seu que se vierdes, o trará consigo.
Sendo de um jeito ou de outro.
Achando saber quem eu sou ou não sabendo mais, em absoluto.
Reconhecendo você, eu descobri que não sou nem um, nem outro.
Apenas aquele que eu tinha medo de ser.
Me perdoe
Eu amo você muito.

* * *

Me tornei o Diabo pela primeira vez de verdade.
Ele andou passeando por perto, aparecendo aos poucos pra cobrar a conta.
É assim, ele lhe desorientará espaço e temporalmente e você terá medo por haver se tornado àquilo que romanticamente via como a realidade do homem.
Quando o Diabo se aproxima e você não consegue expulsá-lo, é bom descobrir rapidamente o que você veio fazer aqui e reconhecer o que realmente importa – parece tão simples – para poder matá-lo. Do contrario, sua mente o consumirá aos poucos e destruirá aquilo que a abastace.
Sou caprichoso demais!
Exijo demais de mim e não consigo relaxar!
Preciso assumir a minha idiotice e parar de me sentir criticado pelos olhares de TODOS!
Que crise!

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