Não é a primeira vez que sonho com gatos.
Mas com certeza é a primeira vez que sonho com um que dá cria a um filhote minúsculo que ele carrega grudado sobre a sobrancelha esquerda, como se fosse um piercing, levemente grudado ao invés de preso a ela. Um gato minúsculo e agora outra bizarrice: o mesmo era uma circunferência plana e pequena, igualzinho - só que menor -, a um bottom. Agora talvez dê pra imaginar que ele não tinha braços, pernas, ou mesmo corpo. Tudo o que necessitava era sua cabeça, embora eu não soubesse como alimentá-lo e tivesse essa preocupação. E era exatamente ela que estava desenhada no bottom como que posando pra uma fotografia, recém saída da fábrica.
Um amigo meu da época em que fiz o primeiro grau me causou uma preocupação maior quando fui assistido por um casal de desconhecidos pouco depois que ele se bateu de leve no gato, o suficiente para derrubar o gato da sua sobrancelha. Agora, entre seus patas dianteiras, ao perigo exposto do raspão de suas unhas, eu o via numa situação delicada aquele gato em forma de bottom. Senti-me culpado por faltar as aulas de biologia quando não pude ter certeza se deveria alimentar aquele minúsculo ser - era o que mais fazia sentido - e o risco dele ter sido desgrudado da sobrancelha do outro. Deveria haver alguma espécie de cordão umbilical que o alimentasse e o permitisse que se desenvolvesse. Nenhuma resposta. Olhei em volta e estava num mercado que fechou já há dez anos. Nem em sonhos ele parecia melhor, continuava sendo a porcaria que era.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
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esse 21 é um gato.
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