Então...
Você ficou sabendo do muro...
Magnânima alegria sentiu ao reconhecê-lo
Ao atirar pedras com bodoques na parede
Não pareceu diferente?
Você, não sentiu-se um pouco a pedra jogada?
É ferro o que precisamos.
No final das contas foi só um engano
Você ajudava a construir o muro com suas pedrinhas
Elas batiam no muro e caíam a sua frente.
Cada ser humano vivo já atirou uma pelo menos
Você ajudou a construir o muro
Você colaborou com a formação dessa parede
E essa evidência nem te desperta suspeita...
Pois a própria suspeita é verdadeira para si
Sincera com a razão da sua existência
A cebola do seu almoço tem uma camada a mais
Você gostava de atirar essas pedrinhas no muro
Mas isso era só coisa de criança
Você guardava o bodoque no bolso de trás da calça
E essa era a sua oração
E eu não sei porque você nunca se aproximou do muro...
Seu alvo era tão distante e você já conseguia atingir seu alvo.
Não há pedras de carne para dizer o que sentem ao chegar perto
Mas cada centímetro andado, o exterior mostra, mudando seu interior
Gradativamente...
Não há pedra que derrube o muro pois este muro é você mesmo.
Aproximar-se dele pode ser notável...jogar-se contra ele, o desafio.
Atravessa-lo é a hipoteca do corpo, a morte do sujeito
Liberdade da mente.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
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