terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Naipe de Fogo

Oh, belo e deslocado naipe de fogo
Sendo jogado em cima da mesa
Por mãos que não te conhecem
Fazendo rir como coringa num jogo de pôquer

Salta das mãos, naipe de fogo
Salta das mãos destes bêbados.
Ouro, paus, espada e copas
Fazem-te perder-se no meio do ritual

Naipes pensam de ti ser um deles
Cada um sabe que não é um dos que a eles mesmos pertencem
E ninguém faz reuniões para ver qual terreno não te pertence
Julgam-se nobres! Permitem que circule por terrenos adjetivados de próprios

Mas naipe de fogo
Tua carta é teu próprio terreno!
Por isso salta, naipe de fogo
Salta das mãos destes bêbados

Se não se entende ser maldito
Que haja alívio ao consumir a si mesmo
Não no velho jogo das outras cartas
Mas em tua própria chama
Ao escolher, não um, mas todos os jogos que te são possíveis.
Queime o baralho, naipe de fogo, queime todas as cartas

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