terça-feira, 20 de novembro de 2007

Alguns cães, tão obstinados em tocar o próprio rabo, às vezes, passam a locomover-se tão rapidamente que fazem nascer grandes e poderosos furacões que viajam através do Atlântico, destroem baías, arruínam casas, matam pessoas, visitam o continente.

* * *

O tempo mudou. O céu se iluminou como um quebra cabeças de recortes de jornal e fez da única e infindável página do diário, o livro todo.

* * *

De passo leve, com os ouvidos atentos e os olhos inquietos, percebo à minha volta. Ando sobre o espelho do mundo.

* * *

Abrem-se as cortinas do teatro em tua franja.
Eu quero saber a gravidade dos teus olhos.
Da atmosfera, sou astronauta
Se montanhas se formam em seu rosto,
É no vulcão entre elas que se abre
Que deve minha nave espacial pousar?
Ah, casa!
Me aconchego no conforto das tuas paredes
E sonho no reclinar da tua poltrona

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