segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mais uma volta

Imagine um lugar sem policia, playboy ou medico
Sem relógios para causar qualquer culpa ou ansiedade
Sem fim de tarde ou início de manhã
Somente a gente deitado no chão, de mãos dadas e barriga pra cima, passando pelo sol
Rindo, sem precisar se segurar ou sentir perigo como num parque de diversões
Não precisando comprar ingresso
E jamais ter de descer do brinquedo
Ou jamais fazer isso pois não há nenhum lugar mais para ir
Sem luz ou ilusão
Apenas a teia construída da noite negra, parindo estrelas
Na altura de nossos joelhos, em parques e jardins
O brilho em forma de odor que exala em reflexo anos-luz daqui
E não mente, apenas não se explica
Entre degraus, trilhas e banhados, andando pelo mato
Às vezes consigo levantar da cama da distração, ir até a janela
E saber onde estou, enquanto fumo um cigarro
Trocando todas distrações por aquela breve na ponta dos meus dedos
Com o estímulo necessário para despertar em mim curiosidade e perguntar onde estaria o meu disco voador
Se eu não tivesse esquecido de retirar o ticket do estacionamento
Ah, pisei numa flor, desviando de uma pedra
É mais uma estrela que se apaga, mais um diamante que o espaço dissipa

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