Imagine um lugar sem policia, playboy ou medico
Sem relógios para causar qualquer culpa ou ansiedade
Sem fim de tarde ou início de manhã
Somente a gente deitado no chão, de mãos dadas e barriga pra cima, passando pelo sol
Rindo, sem precisar se segurar ou sentir perigo como num parque de diversões
Não precisando comprar ingresso
E jamais ter de descer do brinquedo
Ou jamais fazer isso pois não há nenhum lugar mais para ir
Sem luz ou ilusão
Apenas a teia construída da noite negra, parindo estrelas
Na altura de nossos joelhos, em parques e jardins
O brilho em forma de odor que exala em reflexo anos-luz daqui
E não mente, apenas não se explica
Entre degraus, trilhas e banhados, andando pelo mato
Às vezes consigo levantar da cama da distração, ir até a janela
E saber onde estou, enquanto fumo um cigarro
Trocando todas distrações por aquela breve na ponta dos meus dedos
Com o estímulo necessário para despertar em mim curiosidade e perguntar onde estaria o meu disco voador
Se eu não tivesse esquecido de retirar o ticket do estacionamento
Ah, pisei numa flor, desviando de uma pedra
É mais uma estrela que se apaga, mais um diamante que o espaço dissipa
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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