sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Srta. A

Bem, ela saiu do motel duas horas atrás
Saia pela coxa, meia arrastão
Uma fita no cabelo, um band-aid na unha
Os meninos não sentem vergonha com ela

Sorrisos de borracha com rasgões no canto da boca
O sino do alto do campanário anuncia
As farroupilhas estão entendendo
Aí vem Adelaide

Bolsa de alumínio, carteira espanhola
Vergonha alheia lhe toca as costas
Passo apressado, vontade de sumir
Beleza ímpar não pode competir

Uhh Adelaide
Não te aborrece abrir o meu zíper também?
O metal dos seus dedos, minhas calças não conhecem
Ah mas Adelaide
Você ainda pode construir seus sonhos de papel
Adelaide, Adelaide
Você é tão bonita, mas tão feia...
Diz assim quem deseja sempre te desposar

Hein Adelaide, por quê você não quer casar?
Hein Adelaide, vamos um pouco mais pra lá
Aqui é muito claro

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