terça-feira, 14 de agosto de 2007

balela

As nossas verdades são as minhas mentiras
Dá pra entender?
Eu sintonizo o rádio, ouço o chiado
Não consigo ouvir a música que os faz dançar
É tudo tão confuso, tão surreal
Que hoje eu reconheço na minha pessoa
Delírios insanos que me fazem mal

Sempre gostei de bicicletas
Mas desconfio que continuo pedalando há mais de hora
Sem perceber que caiu a correia
Ah, eu estou indo para lugar nenhum

No meio do deserto eu espero pela colheita
E miragens eu vejo em solos que grandes faraós jamais pisaram
O perigo e a loucura de ver oásis em todo o lugar
Onde está minha pirâmide?
Enrolado no sudário na tumba
Sem inscrições ou homenagens
Não vejo pra onde aponta o triangulo sobre minha cabeça
Há uma pedra sobre meus escuros olhos fechados

Nenhuma manchete, nenhuma reportagem
Este obcecado arqueólogo analisa o relevo das dunas
E de vez em quando encontra o troféu escondido
Na forma de sua própria ossada

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