Ouvi eu? Será que eu ouvi?
Gatos com patas de elefante
Olhar de cavalo e barbatana de tubarão
Nadando pela floresta
Folhas, não. Golfinhos na frente do navio
Fazem barulho na água
Estamos dormindo sem pegar no sono
Caminhando, não. Retrocedendo.
Em guarda! Com capacetes de nobres cavaleiros
Meu escudo! Meu escudo!
Na verdade, sou corajoso
Não é por nada que me chamam de estúpido
Mas índias me agradam, de peitos mamados
Nádegas de tribos inteiras separadas sem constrangimento
Como punhos de respeitáveis europeus com soco inglês
Fui convidado ou sou o anfitrião?
Ah, mas deve haver boa educação
Visitantes se sentem bem, ficam afáveis
Anfitriões têm seu evento prestigiado
Como fica o cacique usando relógio de pulso?
Que confraternização maluca!
Eles trouxeram talheres e adegas inteiras em seus navios
Tudo para que não gastemos mais os dentes
Esses senhores são realmente demais
Algum dia não teremos degustadores para evitar nosso envenenamento
No lugar, seremos agraciados com esfomeados que comam por nós todo almoço
Não sujaremos a boca
Não lavaremos o prato
Não cagaremos
E vamos lembrar pra sempre do que não fizemos
Gato-Elefante, me livre e guarde de tocar qualquer coisa sem usar instrumentos.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
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