Pequena criança de cabelos negros
Sentada na areia, coletando conchas
Pequena criança ouvindo a corneta
Desejando retirar o sal do milho verde da boca
Constrangida a pedir figurinhas de troca
Para se aproximar do vendedor de picolés.
Pequena criança de cabelos negros
Não chore por esse refresco
Mamãe esqueceu a bolsa quando pegou o protetor solar
Pequena criança no lar
Você tem suas pás de plástico e um balde d’água
Para construir seus castelos de areia
Papai não deixará a água se aproximar.
Pequena criança de cabelos negros
Construa o muro para conter a água
Não deixe seu sonho ficar úmido
Pequena criança retorcida
Ajude mamãe a pendurar as toalhas na sacada
Elas não vão cair lá embaixo.
Pequena criança de cabelos negros
Mamãe e papai vão agora para a cama
Mas você pode ficar com o controle remoto
Pequena criança, jamais deixe de ir ao parquinho
Outras inocências esperam lá por ti
Para brincar com garrafas d’água de plástico
Atirando grãos no rio de tua forma concisa
Fazendo a poesia da tua vida no roçar da terra em seus joelhos.
Pequena criança de cabelos negros
Não suba ainda. Raquel e Michele estão vindo da piscina
Trazendo chapéus australianos, vestindo biquínis do frajola
Pequena criança ansiosa faz do teu brinquedo sujeito
E torna-te objeto divertido nas mãos alheias
Mamãe ainda está tirando aquele cravo das costas do papai.
Pequena criança de cabelos negros
O cansaço que a alegria te provoca só mostra que quer mais
Suba as escadas correndo para descansar
Mamãe te levará na lojinha ver bonecas e comprar chaveiros
Enquanto papai vai comprar vales-refeição para mais tarde
Pequena criança, nos encontramos depois para tomar sorvete
Você esperou o dia todo por isso.
domingo, 5 de agosto de 2007
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