Índia minha
Alongando o pescoço
Pondo piercings no corpo
Lava o cabelo com pedras
Desenha no corpo com tinta das árvores
Índia querida
Com os pés plantados no chão
Raízes móveis e passíveis de separação
Ímãs de grotesca atração
Levam teu caule a quaisquer extremidades
Como magnetos flutuando sobre a porta da geladeira
Desejando esfriar, sem saber
Temendo conseguir o que deseja
Sentindo pavor
Índia minha
Vós, a quem rendi o meu sorriso na tua distancia
Procurando nos bolsos das velhas calças
Um cipó comprido o suficiente para circundar teu dedo
E surpreender o teu espanto com um aroma de sinceridade
Enquanto o resto da tribo que passa ao nosso lado
Não chama atenção dos vossos olhos
Indubitavelmente, ficais a me olhar e a me amar
Entre o fim das palavras e o preencher daqueles segundos.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário