Tenho alguém para matar
Tirar a própria vida é um não-ser
Uma negação, uma pegadinha das palavras
Que só a elas, faz rir
Não se torna suicida alguém
Como uma criança que se torna moço
O assassino é um materialista
Um agente objetivo, um realizador determinado
Não lhe tirarão jamais a razão
Embora tenha ele tirado a própria vida
- assim diremos – nós poderíamos tirá-la também
Mas a razoabilidade do ato da decisão
Não pode tirar, aquele que homicida pode se tornar
Assim, os ajudantes não têm nada a oferecer
Pois não convencem sequer a si próprios
De que viver, é melhor.
sábado, 3 de julho de 2010
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