Não tenho a menor sensibilidade
Sou, na melhor das hipóteses, um cupim
Um cupim dispondo de anos
Um destruidor insaciável
Cabeça minha de madeira solta farelos
Aumento os buracos de tamanho, adianto o serviço
Ganho desenvoltura, fico descolado
Um dia, como uma escultura saída de um bloco de mármore
Saio andando por aí
Até lá, sigo trabalhando na madeira destruindo a vilania e o roubo que é o conteúdo
Chegará o tempo de viver a imaginação da forma
Na forma da imaginação.
domingo, 10 de janeiro de 2010
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