É assim que a minha mente me engana e trapaceia.
Do desejo da eutanásia, imaginei botas natalinas sobre a lareira
E enfiada numa delas, uma seringa, com somente o “Eu”, escrito.
“Eu” de “para mim”, de “eu” mesmo e de “eutanásia”, sugestivamente.
Imaginado, meu impulso é pintar a imagem.
Sou levado a procurar uma tela usada de que não goste
E antes que perceba, fui enganado, trapaceado.
Queria eu a eutanásia, mas me vi sendo levado a pintar.
Não o fiz. Sabia muito bem o que queria.
Pintar e verbalizar é a manutenção de uma condição indesejável.
Restasse a mim um pingo de inteligência!
Escrever é uma m-e-r-d-a.
domingo, 20 de setembro de 2009
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