Os suicidas precisam fazer terapia. É importante levar ao divã toda e qualquer suspeita de que até mesmo tudo que é bom, é simplesmente desagradável. É preciso, ao suicida, essa certeza da qual não se pode duvidar. Mais uma força de expressão do vocábulo que inventa a linguagem da vida.
É simplesmente decepcionante dizer qualquer coisa. Seguir adiante nem caracteriza fuga. Importante que não estamos plantados. Sair incomodado é a única resposta, a única alternativa sensata diante da loucura do mundo.
Uma saída ingrata e silenciosa, planejada e inquieta, cheia de ansiedade, de desejo, de libertação. Eu saio, mas quem se ver diante de mim que fique longe da minha cabeça.
O tamanho do mundo e especialmente sua forma, não permite fica suspenso sobre um ponto qual o pêndulo de um relógio.
Enfrentar situações: enfrentar pessoas.
Que se exige de mim! Carregar lembrança do outro para perdoá-lo como se eu mesmo não precisasse me provar a todo momento!
Se exige de mim o dever, não o caráter! Pro inferno com este: tudo pela camaradagem.
Dedicação que tenho e tive, sujeita a uma preguiça de não recomeçar como se eu não estivesse pronto para mais isso. Como se não fosse forte o bastante. Não temo: o fim é onde eu começo!
Tudo passa na minha frente, dou um passo quando quiser, se não, deixo que passe, estou sempre começando. Persevero, de meu passeio, a diversidade do lixo e da santidade. A penosa tarefa da seleção sem término, com quase sempre pouco ou insuficiente gozo, a evaporar qualquer indesejável força de hábito, qualquer iniciativa utilitária ou altruísmo afobado expresso quando não olhamos ou simplesmente ignoramos a vontade de nossos queridos a qual a razoável segurança que nos acometem, permite que realizemos a petulância de presumir sem sondar, esperando pela plena satisfação do estômago de outrem bem como a prontidão da boca a próxima colherada (...) desgraça (...)
Que me hajam cotas!
Eu sou a missão (de outros).
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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