Intransponível retrata melhor a sensação de eterna impotência do insight. Melhor do que "desumanização do espaço por profundidade física do mesmo". A impotência é de ir até onde se finda o espaço, como se ir até a parede, do centro de um lugar, fosse impossível. Mesmo sair deste mesmo lugar fosse da mesma forma. O espaço ganha um relevo arredondado e cheio. Estas coisas inalcansáveis atrás deste espaço instranponível. Há incapacidade de significação. Selva iluminada como meio do mato invadido por raio de sol e verde! Muito verde! Com toda essa natureza abundante, rica, parece haver tão pouco espaço disponível. Insetos, galhos, possíveis lagartos tocando meu semelhante enquanto ele sonha acordado, em pé sobre folhas, delirante, enfeitiçado, sem saber se o que o toca ou anda por si, é carne ou madeira.
Fala (sim, eu sei que ele está falando) o inimaginável (da perspectiva, se me perguntas, coca-cola com azeite de leite de cabra: sentido algum!), o inconsiderável nestas bandas onde toda e qualquer imaginação, invenção, é indesculpável.
Insetos, lagartos, se escondendo sob mexas de seus cabelos?! E tudo numa tranquilidade, uma paz divina que denota a distração quanto a caracterização do cenário que eu vejo e descrevo?! Insetos, répteis, agourando a morte dos urubus em selvagem morbidez. Entro, saio, o que é o quê? Pavor! Observo enquanto devo - adivinho! - numa perspectiva semelhante. Ah, pavor! Pavor! Saiam pragas! Pragas, saiam! Fujo do que e ir para onde se isto é tudo?
Fiasco (...) saio em retirada, gritando talvez, tirando a roupa, certamente, correndo da morte que carrego, dos vermes e insetos que sou moradia.
Pânico! Refresco suas residências! - enquanto o professor acalma os alunos.
Retorno - sem aviso de despejo e sem saber quando a selva me visitará de novo.
terça-feira, 3 de março de 2009
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