domingo, 11 de janeiro de 2009

Lâmpada

O homem que se torna pai ou a mulher que se torna mãe, tem sempre potencial natural, no que diz respeito a seus descendentes, para tornar duas existências inúteis. Como se o pai ou a mãe estivessem passeando por um parque com o descendente e tropeçasse numa lâmpada mágica com um gênio dentro e este concedesse a cada um, um único desejo. A criança, pela impaciência e quantidade de sonhos da idade, pede rapidamente para ser líder de uma banda mundialmente famosa, sendo prontamente atendida. O responsável que o acompanha, por não ter imaginado o pedido do descendente e ter ficado um pouco decepcionado, trata logo de concertar o equívoco e pede ao mesmo gênio, como único desejo que tem direito, que o filho ou filha, volte a ser como antes. Atendido, ele espera poder continuar seu passeio tranquilamente.
Está claro que os outros não deveriam, nessa concepção, ter a capacidade de fazer coisas que nós não imaginamos que suas escolhas os levariam a fazer. Que triste visão do outro a impressão de que ele está diante de um jogador trapaceiro que movimenta peças no tabuleiro quando ele está distraído! Cito esse exemplo pois somente isso poderia justificar a insana sensação de direito que tem essa pessoa de retroceder o movimento do outro, causando perplexidade e confusão onde tudo acontece muito tranquilamente, e tornar as coisas no que elas já deixaram de ser, esperando que o outro prossiga dali como se nada tivesse acontecido.
Ora, haja paciência! Não se senta na mesa com esses tipos...

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