terça-feira, 28 de outubro de 2008

A natureza tem senso de humor

Aqui,
No andar de dentro onde descansa o corpo cansado
Mergulhado, entregue, numa caverna de pura escuridão
Este menino entrega-se à gravidade frente a um amontoado de palha
Não pescou no dia de hoje. Não fez aventuras na floresta.
Noite passada ele se reuniu a outros dois amigos de vilas vizinhas
E foram juntos seguir o caminho longo que os levou à uma celebração
O menino celebrou a existência até perceber estar cheio dela
Ele existia de fato, mas às vezes não sabia
Era muito bom dormir mais uma vez
Sua aparência não fazia-lhe a menor importância
Minto! Fazia-lhe enquanto dormia como flores sem uma pétala
Sem saber
Onda há o nada e o passar do vento apenas alimentando uma fogueira
Sente-se trazido de dentro da montanha até a frente da caverna
O odor alcoólico de expulsão pelo sangue
No momento infinito ele estava morto, mas seu corpo o fazia viver.

* * *

Só é real a flora ao homem.
A fauna é-lhe qualquer coisa de importante longe de si.
Pensa que não faz parte dela.
Eis a melhor piada de humanos feita pela natureza.

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