2006- Fala-se muito da tragédia e, em especial, da grega. A gloriosa tragédia que deu origem ao teatro, às peças, à literatura, ao cinema, à vida. E, no entanto, apenas nos emocionamos quando a tragédia está diante de nós, isto é, quando não fazemos parte dela. Analisando a morte, o falecimento de um ente querido nos emociona, mas não choramos pela nossa tragédia, mas pela do nosso novo moribundo. Quem de nós terá coragem de viver, respirar e celebrar a própria tragédia como algo lindo e intocável? Quem de nós tem tato e força para degustar a poesia da própria queda? Ah, estou rodeado ultimamente de tantas coisas belas e maravilhosas que tenho que fazer um esforço quase sobrenatural para sair um momento de minha vida e escrever nesse pedaço de papel.
Meus parentes e amigos me perderam quando deram-se oportunidade de viver sozinho? Não abro mão dessa vida de não precisar ouvir e nem falar, por nada.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
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