quarta-feira, 21 de maio de 2008

Pra mim sempre foi claro que vivemos numa ilha.
A questão que se me apresenta é compreender a natural inserção do ser humano na vida social e o início da vida adulta.
Nesse lugar de náufragos perambulantes que já disseram ter visto um milhão de navios flutuantes nas alturas, não incomoda nenhum pouco será que ninguém saiba de nós?
Não fosse real essa sede afogada, porquê têm esses forasteiros tantas vertingens?
Não que eu reclame, vivo muito bem, especialmente nos últimos meses.
Eu sou o Rodrigo! Eu sou o Rodrigo!
Mas daqui de onde essa rede está estendida, não me falta sol, nem mosquitos, tampouco religião.
Não é nossa culpa.
Ilhas são paradisíacas. Como imaginar à única delas algo diferente, tendo essa diversidade de longitudes e latitudes?
É a falta de uma política verdadeiramente externa que convence os que dispensam, calados, contrapontos, numa delicadeza invisível e supostamente livre de culpa pelo desinteresse de conhecimento em tornar consciente, ou pouco fazendo do não-manifesto por próprio conforto.
Deus salvaria os ateus dos religiosos, mas não salva os religiosos dos ateus. Prova de que tudo vai indo bem.
Assim, somente assim, a comunicação chega ao nível do divino.

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