sábado, 2 de fevereiro de 2008

Querido aluno Rodrigo!

Muitas vezes paro e fico olhando-te; penso... ele é um rapaz bonito, nasceu num berço abençoado por Deus, tem tudo o que um rapaz de tua idade deseja, é saudável, inteligente, sensível, gosta de poesia, sabe sorrir... enfim, é filho de Deus. Então, por que motivo age de forma tão importuna e desmedida em sala de aula? Será que eu, professora S., sou tão insignificante, as aulas que preparo e o que ensino é tão fora da realidade e não serve para nada? Será que ler, falar e escrever estão fora de moda? Não, essas coisas são as que eu acredito que ajudam o indivíduo a ocupar com dignidade o seu espaço na sociedade. Porque é através da leitura, reflexão, concentração que organizamos o pensamento e podemos nos relacionar como seres humanos, com cidadania. Você não está deixando eu exercer a minha cidadania, eu preciso trabalhar, eu preciso dar aulas, passar o que sei a pessoas como você e os demais da sala, mas para isso é preciso que exista harmonia, sintonia, amor e principalmente respeitar a liberdade do outro.
O espaço na sala de aula é nosso, é democrático, porém cada um precisa saber a sua hora. Você é meu aluno há quase dois anos, quantas coisas aprendemos juntos, deixe-me mostrar s coisas, vamos caminhar na amizade, no amor, no respeito. Muitos na sala querem estudar. Logo estaremos no 2º Grau, como é gostoso de ouvir que sou um bom aluno respeitador, organizado, estudioso. Sinto uma tristeza imensa quando passas a aula toda atrapalhando. Eu quero ser feliz, fazê-lo feliz, não brigar.

Aguardo tua resposta em forma de atitude.

Um abraço da professora S. S.

08/08/97

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