domingo, 27 de janeiro de 2008

Quando o avô sai de casa

Quando o planeta vira as costas
Fazem festa os animais na floresta da noite
Bebem, jogam, se divertem, dançam
Aos poucos vão embora. Cada um deles.
Enquanto ela se estende.
Nenhum deles ficará tanto tempo no mesmo lugar durante o dia
Nenhum deles dançará no meio de desconhecidos no trem
Nenhum esperará o tempo passar fora de casa.
Os animais do outro lado do planeta vão se aprontando
Logo, logo, eles sairão
E farão uma festa maior ainda.
Na manhã de encarar o sol imponente
Sem dúvida alimentamos aquilo que sonhamos ser
Para à noite, deixar de lado.
Não existe festa sem sol que não compareça.
Não existe noite sem gente que saia do ovo.
Não existe alegria sem tristeza que seja esquecida.

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