sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Happy New Year

Preciso apenas dar um passo na calçada pra entrar no restaurante que costumo ir algumas vezes durante a semana. Já conheço o lugar, a comida e peço sempre a mesma coisa pra beber. Raras vezes acontece da bebida vir quando já terminei o almoço. Mas é a vantagem de ser vizinho e ganhar a bebida de grátis com o desconto em relação ao preço que custava. Não dá nem pra se irritar. E como a noção deles é boa! Só se fala da noção de alguém quando falta ela, mas a deles é muito boa! Jamais se aproximam da cerca pra perguntar como está o tempo quando o cavalo está pastando. Devo ser justo comigo mesmo também, mas isso me agrada, que posso fazer?
Termino minha refeição e vou até o caixa, pego um pequeno chocolate refeição e pago. A mulher estrábica que fica no caixa e que eu vejo todos os dias, estende a mão e aperta a minha. Deseja um feliz ano novo, vibrações positivas e um ano bem melhor que o que termina daqui 2 dias. Eu fico contente e retribuo os votos apertando a mão dela também, mas ao sair pela porta não posso deixar de perceber minha hesitação ao ouvir as suas palavras. Tivesse as ouvido uns meses atrás ficaria colado nelas e não conseguiria voltar a mim. A prisão das palavras. Mas hoje, não. Não elaborei frases inteiras na minha cabeça quando hesitei, mas o que o pensei na verdade era: será que ela sabe que eu sou louco?
Entrando pela porta do prédio, já dentro do elevador, prestes a chegar no meu andar, balanço as chaves na mão pra pegar a que eu vou usar pra abrir a porta do apartamento e chego a uma resposta: não, ela não tem nem idéia!

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