segunda-feira, 2 de julho de 2007

Puta que pariu 42

Vou ao mercado, carrinhos são estranhos
Levam-me passear quando pego um e nunca compro o que preciso
De mãos vazias entrei e mal sabia mas o caminho eu seguia
Despreocupado como um urso querendo alimentar o inquilino de baixo
À seção de enlatados! Sim, teria ido não tivesse visto passar
A raposa de brim comprido. Confeitaria!
Que belo jantar a atende seria!
Pernas de gazela, uma delícia leva farejar o lixo, mas é seletiva
De bom faro, animal que presume sem demonstrar indecisão.
Sou mais da degustação de vinhos
Não naturalmente, mas nesse caso específico
Cartoon, páro diante da banca fingindo gostar das tortas da vovó
Na verdade, só desejo fazer da mesma um lugar para criar segredo a dois.
É bom guardar segredo, ainda mais de barriga cheia
O inquilino de baixo é um senhor muito esganado
Apanho as coisas que não necessito entre um desvio e outro
Acho que os cães são invejados quando portam ossos maiores
Remodelo minha mandíbula e cavo com minhas patas até o cano de pvc
Me insinuo à caixa do mercado.
Olhos negros, brilho atraente, anel no dedo
Deveria te-lo destroncado em algum momento ou o esquecido na infância
Quando atou um cordão de nylon no mesmo para arrancar um dente de leite
É bonita, traços definidos
Deixo-a inquieta
Olho!
Após serrar parte da moeda do rei que lhe dei para pagar a conta
Ela me devolve a outra parte
Jura com os dois pés juntos que recebeu aquela quantia
E se distrai. Aham!!!!
Vi atrás de ti, señorita! Negue o quanto quiser. Pode mudar ainda de idéia,
Mas vi! Vi! Mas tudo bem, viu-me também não viu?
Mercados... uniformes... não te parece engraçado que as regras
Da boa educação sugiram que eu agradeça e vá embora?
Quão inconveniente o empacotador...
Tenta me constranger a não me satisfazer com a cereja
Que babaquice essa realidade conveniou!

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