De todo o desespero
Não é fácil dançar com a sombra
Lutar contra a faca
Grunhir pra si mesmo como um bicho
Não conseguir sair do carrossel é algo
“É só um brinquedo”, é sim
E hoje eu vejo meus pequenos objetos
E não sei de onde vieram
Num carro a fricção eu entrei
A mão sobre ele, empurrou
E o embalo rendeu
O carpete manchou
Eu ainda lembro de dançar com a faca
Não se deixa a musica tocando assim e se vai
É coisa que do pensamento não sai
Ir embora pra própria toca, pensando que não há nada lá fora
Meu sonho é trabalhar na sinaleira
Distribuir panfletos, limpar vidros
Abrir portas para belas moças
Lavar a minha boca
Ser Rei!
Com a nave mãe do monstro azul
O portão dourado ameacei
E como não pensei, nem nave, nem mãe era
E hoje eu sei
Porque me bater a mãe quisera
Sou água fervendo
Panela de pressão
Agora destampada,
Sou um perigo
Da nossa bela pátria amada
Amada e traída
Sou resto de nada
Sem coragem ou orgulho
Ali na floresta encantada
Sou inseto louva-deus
Por não conseguir fazer-me dela
Na realidade psicodélica,
Pura vontade do meu próprio eu.
Eu que ouvi a musica e não cantei
Agora danço com os leões da noite
sexta-feira, 29 de junho de 2007
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